Tema foi discutido durante o congresso Mercado Global de Carbono, com presença do presidente do Sindiavipar, no Rio de Janeiro

Uma das maiores preocupações ambientais globais do momento é a elevada emissão de gás carbônico na atmosfera, como resultado das atividades econômicas. Porém, diversas ações podem ser tomadas para prevenir e reverter essa situação, como o uso de biodigestores de dejetos por parte de avicultores e suinocultores.

Esse foi o ponto central da fala do presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e da Lar Cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues, no congresso Mercado Global de Carbono. O evento aconteceu entre os dias 18 e 20 de maio, no Rio de Janeiro, e discutiu estratégias para a descarbonização da economia.

Durante o painel “O biogás como vetor de descarbonização no agronegócio”, Rodrigues compartilhou os resultados positivos das iniciativas tomadas pela cooperativa Lar neste sentido. O uso de biodigestores gera energia limpa, contribuindo para a questão ambiental. Além disso, no futuro, podem resultar em créditos de carbono que podem ser comercializados.

“O agronegócio brasileiro, sobretudo as cooperativas, está bastante engajado com o tema. Nós queremos certificar avicultores brasileiros para a venda de créditos de carbono a nível internacional”, diz. “Além deste ganho financeiro direto, temos também ganhos indiretos, como o bem-estar da população e a preservação ambiental”.

Durante os três dias de congresso, diversos especialistas, empresários e representantes governamentais falaram sobre estratégias para reduzir as emissões de carbono – como o biogás, créditos de carbono de floresta nativa, crédito de Metano, entre outras. Ao todo, foram 24 painéis que envolveram mais de 100 palestrantes.