Apoio aos negócios

Secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, fala sobre metas da nova gestão para o agronegócio

Autor: Centro de Comunicação

Desde o primeiro dia do ano, o Paraná está sob novo comando. Em 2019, o governador eleito, Ratinho Junior, assumiu a administração do Estado e indicou Norberto Ortigara como secretário de Agricultura e Abastecimento, nome que já havia liderado a pasta entre 2011 e março de 2018. Na gestão, Ortigara ressalta que a busca e o desejo são de um ambiente favorável à produção e aos negócios, facilitando a vida de quem atua no setor. Para isso, foi definido um conjunto de atitudes, que a equipe entende como importantes para o agro, e que serão implementadas ao longo do governo. O secretário conversou com a Revista Sindiavipar e contou um pouco mais sobre essas ações.

Quais são as principais metas para a nova gestão?

O governo do Estado deixou claro que entre suas grandes prioridades está a infraestrutura. No nosso caso, ela é fator fundamental de competitividade. Por isso, é importante um porto eficiente, rodoviais menos comgestionadas, pedágio mais barato e, a longo prazo, ferrovias. É preciso buscar redução de custos. Além disso, toda força que puder ser articulada para fomentar, facilitar e ampliar a produção e o processamento com agregação de valor, será implementada. É necessário apresentarmos segurança jurídica, capacidade de ação, orientação e assistência. Tudo será feito no sentido de fortalecer aquilo que é nossa expertise paranaense, ser bom em agro. Dentro disso, claro, vamos continuar agindo, por exemplo, na sanidade, uma das pernas fundamentais do sucesso do setor.

Como tecnologia e ciência serão aplicadas ao agronegócio?

Vivemos em tempos de altas tecnologias. O que se chama de 4.0 vai chegar com muita ênfase no agro. Temos que nos acostumar, mas também investir. Todas as formas de aproveitamento: inteligência artificial, sensores, drones, mecanismos de TI, funcionam no incremento de práticas poupadoras de custo. O estado dará força a elas, seja diretamente pelos seus órgãos de pesquisa, mas também pelo apoio de todas as formas de desenvolvimento de facilidade para o agronegócio.
Além disso, a agricultura e a criação de precisão precisam se tornar muito mais ativas e evoluídas, pois busca-se baixar custo, aumentar eficiência, enfim, trazer mais resultado para quem produz, em uma visão de avanço econômico.

Na avicultura, o que podemos destacar como metas e desafios?

Nós, como líderes na exportação e produção de carne de frango, não podemos descuidar um milímetro. Por isso, a questão sanitária é fundamental, aumentar a nossa biossegurança. Também temos o objetivo de articular as politicas e, eventualmente, atrair novos ou fortalecer mecanismos para ampliar os investimentos de quem busca aumentar a produção aqui no estado, através do Paraná Competitivo, financiamentos pelo BRDE, agência de fomento e outros. Além de buscarmos, junto com o setor privado interessado, a abertura e consolidação de mercados. Queremos que o governo esteja como um todo junto com o setor avícola, que é tão importante e fundamental, continuar com esse processo de fortalecimento.

Norberto Anacleto Ortigara

  • Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná
  • Secretário municipal do Abastecimento de Curitiba (2006-2010)
  • Servidor público da Seab-PR por 40 anos
  • Formado em Economia na Universidade Federal do Paraná (1974-1977)
  • Pós-graduações em Economia Rural e Segurança Alimentar

Vai e volta

Mercado

Temos que zelar sempre pela regularidade de oferta e qualidade da
produção para que o mercado seja sempre aberto à produção paranaense. Devemos ter zelo total com o acesso e manutenção pelos mercados já conquistados.

Sanidade

Nesse aspecto, você tem qualidade dentro da sanidade ou você não tem. Os acessos aos mercados hoje em dia depende muito de demonstração cabal de que nossa forma de produzir é isenta de problemas sanitários.

Avicultura

É o segundo produto da economia agrícola paranaense, importante fonte de renda, de oportunidades, que modificou o PIB regional, estadual. Hoje o setor é um grande contribuidor para a arrecadação de tributos.

Insumos

Como o segundo maior Estado produtor de soja, segundo maior produtor de milho, devemos usar isso como elementos impulsionadores para uma nova dinâmica na economia. Transformar esses insumos em proteína animal, com maior valor agregado.