BOM DIA ! Sindiavipar, 20 de junho de 2018
Release
16/06/2009
Avicultura do Paran trabalha por credenciamento

Avicultura do Paraná trabalha por credenciamento de todas as empresas para exportar à China

 

Abertura do mercado chinês deve aumentar em 5% as exportações de frango neste ano e em 10% a partir de 2010, segundo previsão do Ministério da Agricultura

 

O setor avícola paranaense trabalha para ampliar o total de empresas habilitadas no estado para exportar frango de corte para o mercado da China. Com o início dos embarques do frango de corte brasileiro para o país asiático, houve um novo estímulo para o crescimento das exportações brasileiras do produto. Hoje, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), há 24 plantas brasileiras que já receberam as licenças para enviar o produto para o mercado do país asiático – dessas, seis estão no Paraná. Ampliar a lista de empresas paranaenses habilitadas para exportar para a China é o principal desafio da atividade avícola do Paraná neste momento, uma vez que o segmento paranaense tem condições de atender o mercado mundial, inclusive o chinês, em níveis de qualidade e preço.
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, o segmento solicita ao governo federal brasileiro que as empresas paranaenses que hoje já estão habilitadas para exportação a diversos países, com comprovadas condições para seguir as normas de qualidade e segurança alimentar, também possam exportar para a China. Atualmente, dos 33 abatedouros associados ao Sindiavipar, 24 possuem habilitação para exportação. Desses, apenas seis são hoje certificados para comercializar carne de ave in natura para a China. “Vamos solicitar ao MAPA e às autoridades sanitárias brasileiras que atuem junto ao governo chinês para ampliar o número de empresas brasileiras que possam exportar para a China”, explica.
Segundo Domingos Martins, duas ações práticas são solicitadas. A primeira delas é a negociação junto às autoridades do Brasil para que haja um pedido formal do governo brasileiro para ampliar a certificação às demais empresas nacionais que exportam frango a mercados com as mesmas exigências sanitárias que a China. A outra estratégia é convidar que missões empresariais da China visitem o Paraná para conhecer de perto o padrão de qualidade da produção avícola brasileira.
De acordo com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a abertura do mercado chinês deve impulsionar as exportações brasileiras de frango. "A abertura desse mercado deve aumentar as exportações em 5% no que resta do ano e em 10% já a partir de 2010", afirmou o ministro.
Segundo o presidente do Sindiavipar, a perspectiva é de que a abertura do mercado chinês traga um novo impulso às exportações brasileiras de frango. “Se cada chinês fosse comprar um quilo de carne de frango do Brasil hoje, seriam necessários 1,4 bilhão de quilos. Isso é equivalente a dois meses de produção”, calcula Domingos Martins. Por isso, ele avalia como positiva a abertura oficial do mercado chinês ao frango brasileiro, mas prega cautela ao segmento para que não haja um excedente de produção parado no mercado interno. “O crescimento da produção deve acontecer de forma ordenada, acompanhando o aumento da demanda, e não ao contrário”, recomenda.

Exportação direta
O início dos embarques brasileiros representa o retorno das exportações diretas do produto nacional para a China. Antes da liberação do comércio de frango com o Brasil, a China consumia o frango brasileiro via Hong Kong, um dos principais mercados consumidores do frango do Paraná. A compra era indireta, já que o produto ia primeiro para Hong Kong e depois era redirecionado ao continente.
A triangulação nos negócios era um empecilho para o avanço das exportações brasileiras naquela região. Isso porque a limitação da comercialização encarecia os custos logísticos e diminuía a competitividade do produto brasileiro – em especial porque o frete ficava mais caro devido ao maior trânsito do produto final.
As negociações entre os dois países para a abertura de mercado começaram em 2005, e as primeiras empresas foram habilitadas no ano seguinte. No entanto, o acordo só foi concluído no final do mês passado e os primeiros embarques ocorreram no início do mês de junho.
A China é hoje o segundo maior consumidor de carne de frango do mundo. A estimativa é de que neste ano os chineses consumam cerca de 12,34 milhões de toneladas de frango, desempenho 8,13% superior ao ano passado. O potencial deste mercado é visto como uma boa estratégia de expansão para o setor avícola paranaense, uma vez que o estado é o principal produtor nacional do produto e divide com Santa Catarina a liderança nas exportações de frango de corte. No ano passado, o segmento avícola do Paraná abateu 1.222.123.962 cabeças de frango. Neste ano, no período de janeiro a abril, foram abatidas 388.590.552 cabeças de frango, desempenho que coloca o Paraná como o maior produtor nacional de frango de corte.

 

 




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